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  • Thais Cristine

Orgasmo. Vamos falar sobre?


Acredite, tem quem fique constrangido(a) só de LER a palavra ORGASMO, falar sobre o assunto então é quase impossível para algumas pessoas. Mas, por que isso acontece?


Ainda vivemos em uma sociedade muito repressora em relação ao sexo, especialmente para a mulher, que até bem pouco tempo atrás não poderia ter nenhum protagonismo no ato sexual, apenas “servir” seu parceiro para que este se satisfizesse sexualmente. Obviamente a falta de protagonismo da mulher era muito mais ampla do que entre quatro paredes.


Este panorama tem mudado aos poucos, e cada vez mais a mulher tem conquistado autonomia e protagonismo nas relações de trabalho, social, pessoal e sexual.

Esse movimento, vem acompanhado por diferentes tipos de posicionamento por parte da sociedade, a depender dentre outros fatores, do nível de esclarecimento e preconceito. Quando o assunto é orgasmo, uns mais “conservadores” ainda o relacionam a “safadeza” e impróprio a mulheres “de família”. Outros mais “liberais”, frequentemente exageram na adoção de termos chulos, na exigência do uso artigos eróticos e no incentivo a um comportamento espelhado em atriz pornô.


O fato é que orgasmo é fisiológico, ou seja, uma resposta muito prazerosa que o corpo humano tem potencial de alcançar mediante um estímulo sexual. Portanto, o orgasmo está disponível para homem e mulher, independente de crença ou religião.


Falar sobre o orgasmo com a naturalidade que um evento fisiológico merece é ir ao encontro do conceito de saúde sexual . Tal conceito abrange:


  • Educação sexual que vá além de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), mas que desenvolva, por exemplo, senso crítico sobre o discurso “castrador” de algumas lideranças religiosas. Aliás, esse mesmo discurso muitas vezes é a raiz de problemas conjugais que culminam em divórcio, justamente o que as igrejas não querem que aconteça nas famílias, e nem se dão conta que podem estar plantando esse fim nos discursos pré-nupciais.

  • Acesso à informação de qualidade sobre sexo não apenas vinculado à reprodução, mas também como manifestação natural de intimidade, entrega e autoconhecimento;

  • Incentivo ao autoconhecimento (incluindo exploração genital);

  • Liberdade para dividir queixas e dúvidas sobre sexo, sem constrangimento;

  • Garantia de ter tais queixas e dúvidas acolhidas por parte dos profissionais da saúde;

  • Acesso a alternativas terapêuticas para as disfunções sexuais. A qualidade das experiências sexuais precisa ser valorizada.

Precisamos quebrar tabus e contribuir para saúde sexual como pilar importante da qualidade de vida de homens e mulheres.



Abraços,


Thais Cristine

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